Ao contrário de algumas datas que foram criadas com intuito comercial, o Dia Internacional da Mulher foi oficializado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1975 e passou a ganhar força durante o fim do século XIX. 

Com o surgimento de inúmeras fábricas durante a Revolução Industrial, houve o maior ingresso das mulheres no mercado de trabalho. Porém, elas eram extremamente exploradas e suas jornadas eram extensas. Foi assim que surgiram diversos movimentos em prol de melhores condições e direitos iguais. Essas manifestações tiveram origem na Europa, passando a ganhar força em outros países, como nos EUA e no Brasil. 

O Dia Internacional da Mulher também se relaciona à luta pelo voto feminino. Ao longo do século XX, o movimento sufragistas batalhou muito para que essa conquista fosse adquirida pelas mulheres. Apesar de serem reivindicações distintas, é importante ressaltar a mobilização feminina pela conquista de maiores direitos.

Mais de quatro décadas se passaram, muitos direitos foram adquiridos, porém ainda há muito a progredir – e protestar. A violência contra mulher, o feminicídio e a igualdade salarial ainda são alguns dos problemas que atravessam a vida de todas mulheres. 

  • Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 16 mil mulheres sofreram algum tipo de violência em 2018.
  • O Raio X do Feminicídio em São Paulo de 2018 relata que 45% deles acontecem por inconformidade dos homens com a separação.
  • Em 2017, 177 mulheres foram espancadas a cada hora no Brasil, de acordo com os indicadores do SaferNet Brasil.
  • De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016, 1 estupro coletivo aconteceu a cada 2 horas e meia no Brasil.

A luta continua sendo diária. Hoje não é dia de comemorar. Hoje não é dia de ganhar flores. Ser mulher é resistir. É ter que provar sua capacidade a todo momento, e mesmo assim ainda ser questionada por qualquer motivo, principalmente se ele for estético. É sobre ainda ter corpo, direitos e vontades controladas. Hoje é um dia para refletir o papel da mulher em diferentes esferas da sociedade.

Mulher que gosta de futebol? Mulher na política? Mulher que não quer ter filhos? Mulher que só pensa na carreira? Mulher que não reforça os estereótipos esperados? Pode isso, e muito mais. Afinal, ela pode ser o que quiser. 

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